Preços dos imóveis devem se estabilizar em 2016

Especialistas dizem se é uma boa hora para comprar a sua casa própria.

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De acordo com os especialistas, os preços devem se estabilizar neste ano.
A confiança do consumidor está em baixa. Enquanto o mercado de locações está aquecido, muitas pessoas estão com receio de investir na casa própria com medo do desemprego e da fraca economia.

Michael Viriato, coordenador do Finance Lab do Centro de Finanças do Insper, explica que, para poder entender o que acontece com o mercado imobiliário, é preciso olhar para os indicadores como a taxa de desemprego, índice de confiança do consumidor e crédito. “É natural que os bancos puxem as rédeas em relação ao crédito. Mas no fim do ano com a eleição municipal é provável que a movimentação de dinheiro que ela gera possa trazer confiança”, explica.

O presidente do Secovi-SP, Flávio Amary, ressalta que as mudanças políticas têm impacto positivo no setor imobiliário, que já começa a sentir o retorno do nível de confiança. “Ainda estamos longe de uma solução, mas é o início. As empreendedoras voltam a olhar os projetos que estavam parados e as pessoas voltam aos plantões de vendas para cogitar a compra de imóveis”, diz Amary.

“Aquele boom que nós vimos em meados de 2008 aconteceu pelos fatores inversos. O desemprego atingiu mínimas históricas e a confiança estava lá em cima. Com crédito farto nos bancos, o cenário era ideal. É como ter fome e ver a comida em sua frente”, diz Viriato. No entanto, a perspectiva é que a troca do presidente da república, prevista para 2018, deve trazer grandes melhoras para a economia. Os anos de 2016 e de 2017 serão de estabilização, caso medidas sejam tomadas para que o cenário atual seja revertido.

Governo X crescimento

É necessário que o governo crie medidas mais duras, que podem parecer ruins a curto prazo, mas que vai traçar caminhos para o crescimento. Para Amary, os momentos mais difíceis aconteceram nos últimos 12 meses, mas agora é época de investir na casa própria, já que os preços estão estabilizados e é possível fazer propostas que se ajustem à realidade de cada um. “Estamos em um período melhor para compra na medida que estamos invertendo a curva de confiança do país, é hora de aproveitar as oportunidades”, explica o presidente da Secovi-SP.

Michel Viriato diz que as pessoas ainda estão com seus dinheiros guardados e com medo de comprar, pois com a taxa de desemprego em alta, muitas pessoas precisam vender aquele imóvel que comprou para investir ou alugar. “Caso uma pessoa encontre agora um apartamento dentro das características que deseja, essa pode ser uma boa oportunidade”, diz o economista.

O mercado a partir de 2016

Caso as medidas tomadas pelo governo sejam certeiras, somadas a uma eventual troca de comando, a tendência é de que o mercado imobiliário comece a se estabilizar a partir do ano que vem. “A melhora não seria outro boom, e sim que as vendas parem de cair. O preço do imóvel tende a corrigir a inflação e voltar a normalidade”, diz Viriato.
O perfil do comprador vai mudar?

O perfil de quem compra um imóvel vem mudando já há algum tempo. As pessoas casam mais tarde e quando vão morar só ajustam o valor do imóvel para a sua realidade. “As construtoras vêm fazendo um trabalho bom de acordo com o desejo do consumidor”, diz Viriato. Segundo o economista, o comprador está mais consciente e já não faz mais financiamentos sem liquidez alguma, exemplifica. Já as construtoras sabem que também não podem vender sem que o comprador dê alguma entrada. É preciso organização para não perder o imóvel, alerta Viriato.

Amary diz que o papel das grandes construtoras é o de antecipar tendências em formatos que as pessoas tenham necessidades no futuro e, segundo ele, esse trabalho tem sido feito. “Hoje quem chega mais cedo, faz um bom negócio. Antecipar-se é fundamental em um mercado no qual se investe a longo prazo”, finaliza o presidente da Secovi-SP.

Fonte: Zap Imóveis

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Antecipar a quitação do financiamento garante desconto?

Especialista responde se o banco é obrigado a dar desconto caso o mutuário resolva quitar o financiamento da casa antes do prazo negociado

Segundo artigo 52 parágrafo segundo do Código de Defesa do Consumidor, é direito de todo consumidor/devedor ser beneficiado com descontos proporcionais de juros e demais acréscimos quando antecipa o pagamento de débitos cuja origem está vinculada à concessão de crédito. Como você realizou um financiamento, então este direito está assegurado por lei.

Caso o banco insista em negar o desconto, você pode fazer prevalecer este direito mediante uma ação judicial.

Ressalto apenas que em casos de aquisição de bens por meio de leasing, operação que não é caracterizada concessão de crédito, mas sim como uma espécie de aluguel com opção de compra, a redução de juros não é obrigatória. O leasing é comumente praticado em negócios que envolvam a aquisição de veiculos.

*Ronaldo Gotlib é consultor financeiro e advogado especializado nas áreas de Direito do Consumidor e Direito do Devedor. Autor dos livros “Dívidas? Tô Fora! – Um Guia para você sair do sufoco”, “Testamento – Como, onde, como e por que fazer”, “Casa Própria ou Causa Própria – A verdade sobre financiamentos habitacionais”, “Guia Jurídico do Mutuário e do candidato a Mutuário”, além de ser responsável pela elaboração do Estatuto de Proteção ao Devedor e ministrar palestras sobre educação financeira.

Fonte: Exame.com

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SP vai subsidiar R$ 300 mi em lotes para baixa renda

O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta segunda-feira, 29, um pacote de medidas para estimular o mercado imobiliário.

A principal iniciativa é a criação de um programa habitacional que destinará subsídios de R$ 300 milhões originados no orçamento estadual para a compra de 12 mil lotes para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

A partir de quarta-feira, as empresas loteadoras terão três meses para apresentar ao governo as propostas de empreendimentos imobiliários, que serão avaliadas para fazer parte do programa.

Os lotes devem atender padrões previamente estabelecidos, como área mínima de 125 metros quadrados e localização em uma região já urbanizada, isto é, atendida por rede de saneamento, iluminação e pavimentação.

“Depois disso, vamos avaliar as propostas em todo o Estado de São Paulo e credenciar os lotes nas cidades onde houver maior demanda por moradias”, afirmou há pouco o secretário estadual da habitação, Rodrigo Garcia, durante a abertura de evento com empresários do mercado imobiliário na sede do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), entidade que participou diretamente da articulação do pacote de medidas anunciado nesta segunda.

Após a aprovação dos loteamentos, o governo firmará convênio com as prefeituras para cadastro e sorteio das famílias. Os beneficiados receberão do governo uma carta de subsídio no valor de R$ 25 mil – para lotes em cidades de até 50 mil habitantes; R$ 30 mil para cidades entre 50 mil e 100 mil habitantes; e R$ 35 mil para cidades com mais de 100 mil habitantes.

O valor do subsídio pode chegar a até 95% do valor do lote nos casos de atendimento às famílias com até um salário mínimo, diminuindo gradualmente para as famílias com renda maior.

Os valores serão destinados unicamente para a aquisição do lote, ficando a família responsável por financiar e construir a sua casa.

“O valor do subsídio nesse programa é extremamente alto. No caso de famílias com renda de até um salário mínimo e um lote de R$ 35 mil, o valor da parcela será de 5% da renda, ou apenas R$ 59. A diferença o Estado bancará. Isso acontece justamente para que essa família tenha espaço no orçamento para buscar na Caixa ou em outro banco uma solução para edificar a sua casa”, explicou Garcia.

O secretário acrescentou que o programa oferecerá projetos básicos de moradias – cozinha, banheiro e sala – e ampliações já aprovados nas prefeituras. A unidade também ficará isenta de cobrança de IPTU durante o período de obras.

Já para os loteadores, o pagamento via carta de subsídio será feito à vista no caso de lotes prontos ou parcelados no caso de lotes em fase de obras.

Nesse caso, 25% do valor será desembolsado na primeira etapa da construção, 25% na fase de pavimentação das ruas e 50% na entrega da unidade.

Garcia explicou que cada loteamento poderá ter até metade das unidades credenciadas para participar do programa – o restante deverá ser vendido no mercado.

O secretário comentou também que a Caixa a pode abrir uma linha de crédito para os beneficiários construírem as moradias. “Estamos trabalhando para que tudo isso esteja pronto até dezembro, e em 2017 os lotes sejam entregues”, disse.

Feirão

A segunda medida de estímulo ao mercado imobiliário anunciada nesta segunda é a realização de um feirão, em novembro, destinado à venda de casas e apartamentos com subsídios do governo entre R$ 15 mil e R$ 40 mil, complementados pela poupança dos beneficiários e linhas de financiamento disponíveis no mercado.

“Esperamos que, com essas três fontes de recursos, seja possível a aquisição de unidades imobiliárias que estão no estoque”, afirmou Garcia, mencionando que a iniciativa foi articulada em parceria com o Secovi e demais instituições que representam o setor, como Abrainc e Sinduscon-SP.

Poderão participar do feirão apenas os funcionários públicos e as cerca de 15 mil famílias que recebem auxílio moradia do Estado. Os imóveis participantes estarão situados em São Paulo e região metropolitana, com valores em torno de R$ 200 mil.

Garcia explicou que os limites de renda e de imóveis não estão rigidamente definidos, mas que haverá prioridade para famílias com a renda de até cinco salários mínimos.

Já a terceira medida de apoio ao setor é a liberação de dados do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (Grapohab).

A partir de agora, empresas de construção poderão acessar o histórico de empreendimentos imobiliários aprovados e em processo de aprovação no Estado de São Paulo, informações estratégicas para definição de novos projetos.

Para Flávio Amary, presidente do Secovi-SP, as medidas são positivas. “Elas demonstram que o governo está atento às demandas no setor. Isso é importante porque o mercado imobiliário é capaz de ajudar a economia brasileira por meio da geração de muitos postos de emprego e renda”, afirmou.

Fonte: Exame.com

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Caixa volta a ter crédito mais barato para financiar imóvel

Agência da Caixa: linha de crédito oferece juros que variam de 7,85% a 8,85% ao ano

Agência da Caixa: linha de crédito oferece juros que variam de 7,85% a 8,85% ao ano

Após um período de suspensão por conta da escassez de recursos, a linha de financiamento de imóveis pró-cotista, a mais barata do mercado para imóveis com valor maior do que 225 mil reais, voltou a ser oferecida a clientes pela Caixa.

De acordo com informações do próprio banco, após o anúncio do conselho curador do FGTS de que a linha teria recursos adicionais de 3,6 bilhões de reais, sendo 1,7 bilhão para financiamento de imóveis de 225 mil reais a 500 mil reais, o crédito está disponível para os clientes desde o dia 16 de agosto.

Em tempos de juros altos, a pró-cotista é uma das linhas mais acessíveis do mercado ao cobrar taxas que variam de 7,85% a 8,85% ao ano, dependendo do relacionamento do cliente com o banco. Em outras linhas de crédito imobiliário, a taxa cobrada pelo banco sobe para mais de 11% ao ano, no caso de clientes que não tenham relacionamento prévio com a Caixa.

Condições foram mantidas

De acordo com o banco, as condições da linha de crédito, como taxa de juros, prazo do financiamento e porcentual do imóvel que pode ser financiado, anunciadas em maio do ano passado, continuam as mesmas, mesmo após o banco ter aumentado os juros em outras linhas de financiamento imobiliário.

Além de juros mais baixos, o grande atrativo da linha é o percentual do valor do imóvel que pode ser financiado — que chega a 80% para imóveis usados e 85% para imóveis novos.

Além do programa Minha Casa Minha Vida (que financia imóveis de até 225 mil reais) a linha pró-cotista é a única alternativa para trabalhadores privados que queiram financiar imóveis usados na Caixa, mas não têm capacidade de arcar com entrada equivalente a 30% do valor do imóvel.

Isso porque recentemente a Caixa voltou a emprestar no máximo 70% do valor da unidade para aquisição de imóveis usados que estejam enquadrados no SFH (Sistema Financeiro de Habitação). A condição se iguala apenas para servidores públicos, que também podem financiar até 80% do valor do imóvel em outras linhas de crédito.

O prazo máximo de financiamento oferecido na pró-cotista é de até 360 meses. Não há restrição com relação à renda familiar dos compradores.

O valor limite de imóveis que podem ser enquadrados na linha na região de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal é de 750 mil reais. Para as demais regiões, o valor do imóvel está limitado a 650 mil reais.

Requisitos

Para ter acesso à linha de crédito pró-cotista FGTS, é necessário ter contribuído ao FGTS por mais de três anos, consecutivos ou não, na mesma empresa ou em empresas diferentes.

Caso se enquadre nessa exigência, a conta vinculada ao fundo deve estar ativa, ou seja, o trabalhador deve estar empregado e realizar atualmente contribuições mensais ao FGTS; ou ter conta inativa, mas com saldo equivalente a 10% do valor do imóvel, caso esteja desempregado ou não contribua atualmente para o FGTS por estar trabalhando sob outro regime de trabalho, por exemplo.

Mas o comprador não pode ter outro financiamento de imóvel e nem ser proprietário de outra unidade residencial urbana, concluída ou em construção, na mesma cidade, em municípios limítrofes ou na região metropolitana da cidade onde vive. Preenchidos os requisitos, o uso do saldo do FGTS no financiamento é opcional.

Falta informação

Apesar de afirmar que a linha de crédito voltou a ser disponibilizada a clientes, a Caixa não permite mais realizar a simulação do financiamento imobiliário pela pró-cotista em seu site. Segundo o banco, a simulação somente está disponível nas agências, já que atende a um perfil específico de clientes e os recursos são limitados.

Para Marcelo Prata, especialista em financiamento imobiliário, o banco novamente tenta passar uma mensagem otimista ao mercado de que há recursos para financiar, mas não divulga de forma clara que o crédito está disponível. “É uma linha com juros atraentes, portanto vale a pena o cliente questionar o gerente e pedir informações sobre o crédito”.

Uma simulação feita por Prata para um mutuário que tem 40 anos e quer comprar um imóvel de 400 mil reais financiando 80% desse valor mostra que a diferença de dois pontos porcentuais dos juros, verificada na pró-cotista em comparação com linhas sem incentivo, pode ser representativa em 30 anos.

Enquanto o mutuário irá pagar cerca de 1,06 milhão ao final desse prazo caso contrate a linha com juros de 8% ao ano, terá de pagar cerca 1,24 milhão ao optar por um financiamento com uma taxa de 11% ao ano, uma diferença de 173 mil reais.

Como os recursos para a linha já secaram e foram suspensos anteriormente por conta da grande procura, quem quer financiar um imóvel com juros menores deve ficar atento, já que os recursos continuam limitados e podem ser suspensos novamente.

Fonte: Exame.com

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Preço médio do m² de apartamentos fica estável no Brasil

Apartamento: em junho, o valor médio do metro quadrado anunciado nas 20 cidades pesquisadas foi de 7.635 reais

Apartamento: em junho, o valor médio do metro quadrado anunciado nas 20 cidades pesquisadas foi de 7.635 reais

O preço médio do metro quadrado de apartamentos anunciados em 20 cidades brasileiras ficou estável em junho na comparação mensal, segundo levantamento FipeZap divulgado nesta terça-feira.

Considerando o resultado em relação a junho de 2015, o índice apresentou oscilação negativa de 0,02 por cento, no menor resultado da série histórica, iniciada em 2011. No semestre, houve oscilação positiva de 0,03 por cento.

“Tendo em vista que a inflação esperada para o período (em 12 meses pelo IPCA) é de 8,88 por cento, o preço médio anunciado do metro quadrado apresentou queda real de 8,17 por cento (…) Todas as cidades que compõem o índice FipeZap registraram variação inferior à inflação esperada nos últimos 12 meses.”

Rio de Janeiro(-3,61 por cento), Recife (-1,58 por cento), Niterói (-2,37 por cento) e Distrito Federal (-0,74 por cento) tiveram queda nominal em 12 meses até junho.

Em junho, o valor médio do metro quadrado anunciado nas 20 cidades pesquisadas foi de 7.635 reais. No Rio de Janeiro, era de 10.251 reais, e em São Paulo, de 8.630 reais.

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