Região de Sorocaba é a 3ª que mais atrai executivos

A região de Sorocaba é terceira mais visada por executivos que vivem na capital paulista e no litoral do Estado e que desejam trabalhar e residir no interior do Estado, segundo uma pesquisa da consultoria Hays, que atua em recrutamento em todo o Brasil para alta e média gerência. Conforme os dados do levantamento, um total de 2,9 mil de executivos, que ocupam cargos de analistas, coordenadores, gerentes e diretores de grandes empresas, foram ouvidos entre setembro e outubro de 2012 e 10,8% deles (313) informou que a região de Sorocaba representa uma boa oportunidade de negócios. À frente da região de Sorocaba na pesquisa ficaram somente a região de Campinas, como 32,4% de citações dos executivos, e Jundiaí, com 26%.

O líder da Hays em Campinas, Rodrigo Soares, relata que a empresa já tinha ciência desse interesse dos executivos pelo interior de São Paulo, portanto decidiu fazer a pesquisa para poder quantificá-lo. Para o 1º vice-diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Erly Domingues de Syllos, essa pesquisa da Hays demonstra certamente uma realidade que a região de Sorocaba, assim como todo o interior paulista, está vivendo nos últimos anos, após ter sido visada por grandes indústrias que se instalaram por aqui, trazendo muitos executivos e empresários para essa localidade.

A pesquisa da consultoria Hays foi realizada com um questionário com caráter exploratório, disponibilizado on-line pela empresa, por meio da ferramenta Survey Monkey – que cria questionários na Internet -, com toda a base de profissionais cadastrados no banco de dados da Hays, com exceção daqueles resistentes no interior de São Paulo. Um total de 4,4 mil pessoas de todo o Brasil responderam à pesquisa, sendo 65,9% delas residentes na capital ou litoral de São Paulo.

Ao serem questionados se aceitariam uma proposta de trabalho no interior do Estado, 88,3% dos executivos da capital e do litoral responderam positivamente. Entre as regiões mais atrativas aos olhos dos executivos da capital e do litoral paulista se destacam Campinas, Jundiaí e Sorocaba. Depois dessas regiões, as mais escolhidas pelos cadastrados na Hays seriam São José dos Campos (10,2%), Vale do Paraíba (5,4%) e Ribeirão Preto (4,5%).

Os executivos também informaram os motivos que os fariam aceitar se mudar para as cidades interioranas a trabalho. O destaque ficou para a qualidade de vida que esses municípios oferecem, já que 78,7% dos pesquisados deram essa razão. O segundo quesito mais citado pelos executivos foi o pacote anual de remuneração e os benefícios oferecidos pelas empresas instaladas no interior, com 75,1% das respostas. Já o desafio de se mudar para uma cidade muitas vezes menor do que a que os executivos residem atualmente foi o motivo dado por 65,2% dos que responderam ao questionário.

A Hays também perguntou aos que não disseram que não aceitariam uma proposta de emprego no interior os motivos pelos quais eles deram essa resposta. O principal deles foi ter que ficar muito distante da família e amigos, com 54,5%, e que eles não gostariam de abrir mão de atividades de rotina realizadas na cidade onde reside atualmente, com 47%.

O líder da Hays em Campinas afirma que os resultados dessa pesquisa não foram uma surpresa, já que havia uma percepção de que muitos executivos de outras localidades se interessavam em conseguir um trabalho no interior do Estado. “Com essa quantificação podemos ajudar nossos clientes, as empresas, para se estruturar melhor para receber isso (a demanda de interesse).”

Interior em destaque

Segundo o 1º vice-diretor do Ciesp em Sorocaba, há mais ou menos três as grandes indústrias e empresas estão voltando os seus olhos para as cidades do interior do Estado, principalmente Sorocaba, que estão oferecendo boa infraestrutura para a manutenção desses serviços, como mão de obra qualificada, qualidade de vida e diversas opções de lazer aos empresários. “A gente sente esse processo migratório, de pessoas saindo de grandes centros como São Paulo, para vir ao interior. Há 20 anos, ninguém queria vir para o interior, mas isso mudou”, garante Syllos.

Segundo ele, toda vez que uma empresa ou indústria decide instalar uma unidade em alguma cidade, é feita uma análise de alguns fatores, que facilitam na hora de decidir o local exato para que o empreendimento dê bons frutos. “Eles analisam a empregabilidade, como se existe mão de obra qualificada, pela presença de boas escolas e universidades; o que o município pode fazer por eles, como os benefícios estipulados; a infraestrutura da cidade, para verificar se os executivos terão uma boa escola para os filhos, um bom teatro e bons restaurantes, por exemplo. E nesses últimos anos, Sorocaba se tornou um grande atrativo para grandes empresas, por contar com tudo isso”, relata o vice-diretor do Ciesp.

Além desses fatores, Syllos destaca que em Sorocaba os executivos também encontram índices não muito altos de criminalidade, além de contar com um trânsito que nem se compara com o existente em São Paulo, por exemplo. “Essas pessoas que estão em São Paulo querem sair de lá, pois a cidade está um caos. O trânsito está ruim e a criminalidade é muito alta. Aí elas vêem uma cidade como Sorocaba, que possui uma boa infraestrutura e que conta com salários equivalentes aos da capital. Por isso, de modo geral, a pesquisa está mostrando a pura realidade que estamos sentindo nos últimos anos”, conclui Syllos.

O líder da Hays concorda com o vice-diretor do Ciesp Sorocaba sobre a boa estrutura da região de Sorocaba. “É uma região com uma diversidade industrial muito interessante. Sorocaba é uma cidade que tem boa infraestrutura, em termos de acesso por rodovias que são adequadas para o desenvolvimento. Tem a questão da mão de obra também, que tem qualificação necessária para atender a região.”

Regiões mais visadas

Região de Campinas – 32,4%
Região de Jundiaí – 26%
Região de Sorocaba – 10,8%
Região de São José dos Campos – 10,2%
Região de Vale do Paraíba – 5,4%
Região de Ribeirão Preto – 4,5%
Região de Araraquara – 2,5%
Região de Rio Preto – 2,4%
Região de Araçatuba – 2%
Região de Bauru – 1,5%
Região de Presidente Prudente – 0,8%
Região de Marília – 0,7%
Região de Barretos e Franca – 0,4%

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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